Mais de 5 décadas de

História

História

Missão

Oferecer qualidade e variedade nos produtos e serviços, gerando resultados e satisfação pelo trabalho bem feito.

Visão

Ser preferência dos consumidores onde estamos localizados, manter o investimento nas unidades existentes e na expansão de novas lojas.

Valores

– Honestidade

– Determinação

– Confiança na equipe

– Respeito

– Trabalho

– Comprometimento

– Servir bem

1974
1974

Imprensa

O burburinho foi grande naquele dia. Entre os presentes estavam autoridades locais, convidados e as famílias fundadoras. Depois dos discursos e agradecimentos, a fita foi cortada e abriram-se as portas da primeira loja. Loja esta que se tornaria a matriz de uma rede no futuro. A imprensa da época registrava o momento com o slogan “Supermercados São Roque – Este é nosso”. E realmente era. O nome escolhido pelas famílias foi pensado não somente em homenagear a cidade, mas também seu santo protetor. “Foi um alvoroço quando surgiu o comentário de que abriria um supermercado novo, as pessoas torciam muito para que desse certo, porque era uma empresa fundada por pessoas daqui do município. E o São Roque sempre foi querido, o publico gostava de fazer compras, do ambiente da loja e da atenção dos funcionários”, recorda a esposa de um dos fundadores.

Os produtos expostos nas gondolas esgotaram-se na inauguração. A inexperiência do grupo gerou uma dúvida: como abrir a loja no dia seguinte, se as prateleiras estão praticamente vazias? Depois de uma madrugada inteira trabalhando para inaugurar com abundancia de produtos, aquele dia finalizou-se sem nenhum estoque. “Foram meses trabalhando para esta data, mas como estávamos iniciando um grande empreendimento, nosso calculo falhou. Tivemos lucro na inauguração, mas os produtos estavam quase esgotados”, conta um dos filhos do Zito. Foi então que surgiu a ideia de preencher as gondolas com sacos de ração de galinha no fundo e cobrir com os alimentos na frente para “mascarar” a ausência deles, enquanto compravam mais, em São Paulo.

1974
1974

Um ato de persistência

Se esta história merece uma palavra chave que represente hoje o pensamento de todos os fundadores, familiares e funcionários, esta palavra é “persistência”. No primeiro ano de vida do supermercado, uma crise instalou-se no negócio. Os sócios haviam criado uma rotina de comprar produtos, acrescentar o preço com uma margem baixa de lucro e revender. Na medida em que o estoque se esgotava, novas compras eram realizadas e assim sucessivamente. A questão é que neste período o país passava por uma revolução na economia e o preço dos produtos não era reajustado conforme a inflação, que naquele ano chegou a subir em 50%. Começaram a perceber que não havia retorno financeiro.

“Estávamos à beira da falência quando, um dia, meu pai chamou todos os sócios para uma reunião e disse que alguma coisa estava errada. A sugestão dele foi simples: descubram o erro e vamos corrigi-lo”, relembra um dos filhos do Zito. “O problema era que não tínhamos feito controle de nada, não havia balanço, o preço praticado estava abaixo do mercado e não acompanhava a inflação e, pior, não tínhamos mais dinheiro para investir”. Foi então que Zito deu o ultimato: “o dinheiro eu arrumo, mas vocês precisam fazer deste erro uma experiência para o problema não se repetir. O crescimento da empresa vai depender de vocês”.

Após esta conversa, Zito foi ao Banco Nacional de Minas Gerais e financiou a dívida do grupo. “Ele era uma pessoa de muita credibilidade na cidade, nenhum de nós conseguiríamos fazer um empréstimo no valor que ele conseguiu”, recorda Aristeu. “Ele entregou o crédito na nossa mão e, mais do que isso, nos incentivou a não desistir da empresa. Foi assim que ele reergueu o supermercado no seu primeiro ano de crise”, completa. Para Mingote, tudo isso aconteceu porque aquele foi um ano de transição para os sócios. “Estávamos tão acostumados a receber anualmente no armazém, que quando iniciamos com um supermercado ficamos empolgados em receber no ato. Parecia que entrava muito dinheiro diariamente na empresa, mas percebemos que, mesmo assim, não tinha lucro”, conta.

1975
1975

Progresso

O ano de ascensão do supermercado foi 1975, quando começaram a aparecer os primeiros resultados de uma nova administração. O grupo era o mesmo, mas a visão era outra, mais madura e consciente. Segundo os sócios, a partir desta data o progresso foi natural. “A população de cidades vizinhas que frequentavam a loja matriz começaram a pedir novas unidades e abraçamos cada oportunidade que apareceu. Dentro do nosso potencial, crescemos bastante, mas, naquela época, o crescimento era para atender uma necessidade e hoje se tornou uma meta”.

Um dos primeiros funcionários registrados na empresa, Nelson Ribeiro do Prado Filho, também recorda com saudades o início de tudo. “A maior dificuldade no começo foi a falta do dinheiro, não existia verba para compra de equipamentos ou de veículos e a estabilidade demorou a chegar”. Para ele, o período de sobrevivência do supermercado durou muitos anos, pois havia muitas diferenças entre os sócios e nunca houve um planejamento para crescer. “Apesar dos problemas internos, tínhamos uma filosofia de não atrasar nenhuma conta, honrávamos nossas dividas, nunca prejudicamos nenhum fornecedor. O melhor de tudo é saber que até hoje é assim”.  Para Nelson, o que mantem o São Roque em pé 40 anos depois de sua inauguração é a honestidade e o empreendedorismo da atual diretoria. “A credibilidade que se criou no passado permaneceu e, apesar de ter trabalhado muito e sofrido mais ainda, eu tenho saudade daquela época”.

1988
1988

Avenida Brasil

Outra oportunidade surgiu em São Roque em 1988. Desta vez uma nova loja se abriu na Avenida Brasil. Boa localidade, também na região central do município, atendendo moradores dos bairros que ficam nas proximidades. “O crescimento da empresa foi gradativo, cada unidade que inauguramos foi decorrente de uma necessidade. Não havia um planejamento para evoluir e não existia o sonho de se tornar uma rede de supermercados. Mas com a dedicação que tínhamos, foi natural crescer”, acrescenta o diretor, lembrando que durante muitos anos, os funcionários tinham várias funções diferentes, como fazer pedido, buscar a mercadoria quando era necessário e arrumar os produtos para exposição na madrugada, para a loja abrir com tudo impecável ao cliente. De acordo com ele, até este momento a empresa não investia seu capital dentro das próprias lojas. Não era necessário, já que um equipamento durava 20 anos e os prédios eram adquiridos novos ou reformados. Em 1986 alguém ofereceu um computador para os sócios e, o que até então era feito manualmente, poderia ser informatizado. “Isso foi um problema porque a gente não entendia de computador e nem o computador entendia a gente, foi um grande dilema decidir se colocávamos nossas informações naquela máquina ou não”, lembra o antigo funcionário Nelson. “A partir da década de 90 decidimos informatizar tudo. Quem estava acostumado a trabalhar manualmente foi resistente à implantação da tecnologia. Mas precisávamos avançar neste quesito”, acrescenta o diretor, Zezinho.

2003
2003

Diretoria

Um dos filhos de Zito conta que a melhor decisão do grupo foi em 2003, quando os sócios decidiram rever a diretoria. “Fizemos uma reforma e, o que até então era administrado por uma família, passou a ser pela própria equipe da empresa. Não precisamos contratar consultor, os profissionais que formamos com nossos princípios assumiram o posto e são eles que dão resultado até hoje”. Reconhecido pelo grupo, pela seriedade e a dedicação durante 20 anos de trabalho, Zezinho foi convidado a liderar o São Roque Supermercados neste período. “Foi um desafio que não hesitei em assumir. Eu não sabia tudo, mas tracei uma meta para proporcionar melhorias na empresa. Fiz um planejamento e, antes de completar o prazo final, já tinha atingido meus objetivos. Claro, tudo feito em conjunto com a equipe, mas de forma organizada”, detalha Zezinho.

Em paralelo a tantas atividades, a atual diretoria que havia assumido recentemente, passou a investir dentro do próprio negócio, modernizando as lojas que precisavam de readequações. A primeira reforma foi na loja matriz, em 2004, que ganhou nova comunicação visual, maior amplitude e inovação nos serviços. “Com capacidade financeira e cada departamento assumindo sua função, consegui investir dentro do próprio supermercado e programar a abertura de uma nova loja por ano. Criamos o mínimo de planejamento para o crescimento da empresa”, recorda José. “Algumas vezes aproveitei as oportunidades que surgiram, mas a intenção era sempre estudar a praça e avaliar antes de atender uma nova cidade”, completa.