NÃO! A rolha de cortiça não é um indicador de qualidade de um vinho.

A rolha de cortiça é um excelente vedante. Ela é retirada da ‘capa’ de uma variedade de carvalho europeu chamada Sobreiro. Essa capa pode ser extraída a cada 9 anos, no mínimo. As rolhas sólidas de cortiça são bastante caras, por isso são feitas rolhas com as rebarbas da cortiça. São as rolhas de aglomerado. Também existem as rolhas sintéticas, feitas com uma espécie de plástico e as rolhas de vidro, já bastante utilizadas na Alemanha. São muito seguras e recicláveis (a rolha de cortiça, apesar de natural, não é reciclável).
Por fim, existe a tampa de rosca, ou screw cap, feita de metal reciclável e que não permite contaminação, o que é muito importante para o vinho. No entanto, existe um consenso entre muitos produtores de que os vinhos feitos para serem guardados por mais tempo (mais de 3 anos, por exemplo) ainda precisam ser vedados com rolhas de cortiça, enquanto os vinhos de consumo mais rápido podem, sem perda alguma de sua qualidade, serem fechados com tampa de rosca. Pra se ter uma ideia, em países como a Nova Zelândia e a Austrália, mais de 70% dos vinhos produzidos já utilizam tampa de rosca.

Texto de Silvia Mascella Rosa,
Sommelière da Vinícola Góes.